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Secretaria de Saúde do Estado investiga uma morte por febre chikungunya em Pentecoste



Chega a 14 o número de mortes por chikungunya no Ceará

O maior número de óbitos confirmados ocorreu em Fortaleza: 12 no total


10:10 · 07.11.2016 / atualizado às 10:16
A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. ( Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas )
O número de pessoas mortas por febre de chikungunya no Ceará em 2016 chegou a 14, segundo o mais novo balanço da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa). Os dados apontam ainda 26.425 pessoas contaminadas pelo vírus que causa a doença.

O maior número de óbitos confirmados ocorreu em Fortaleza: 12 no total. Os demais foram registrados em Quixadá e Crateús. A Sesa informa que há ainda 37 mortes em investigação nas cidades de Quixadá (18), Fortaleza (5), Caucaia (2), Tamboril (2), Crateús (1), Forquilha (01), Graça (1), Ipu (1), Jaguaruana (1), Juazeiro do Norte (1), Mulungu (1), Pentecoste (01), São Gonçalo do Amarante (1) e Varjota (1), sendo 21 (56,8%) homens e 16 (43,2%) mulheres.

Contaminação

Com 26.425 casos confirmados em 2016, a taxa de incidência dos casos suspeitos de febre para o estado do Ceará é de 499,8 casos por 100 mil habitantes, até a última semana. Foram notificados 983 (2,2%) casos em gestantes, destes 450 (45,8%) foram confirmados. 

Fortaleza, além de concentrar o maior número de mortes, é a cidade com maior número de casos: 16.250. Em seguida vem Crateús (1.225), Quixadá (1.209) e Caucaia (1.806).

Perigos

Em recente entrevista concedida ao Diário do Nordeste, o assessor técnico da Célula de Saúde, Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos, da SMS, Nélio Moraes, falou sobre a preocupação que a doença vem causando.

"A chikungunya é uma gigante ameaçadora e, por isso, representa um grande desafio para a área de saúde do Ceará. Só para se ter ideia, em 2015, de janeiro a outubro, tivemos apenas um caso", aponta.



Para ele, como é uma doença mais recente, onde não se conhece mais profundamente seus desdobramentos clínicos, a preocupação é enorme. "Principalmente por ela não ficar limitada a fase aguda, como a dengue que enfrentamos há 30 anos. A febre leva o paciente a sofrer consequências por meses e meses", afirma.

Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

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