Brasil

[Brasil][bsummary]

Ciência e Tecnologia

[Ciência e Tecnologia][list]

anuncie



Apuiarés é destaque na produção de Mel

Fácil manejo, lucro garantido e paixão

Agricultor substitui todas as atividades pela criação de abelhas, e pretende divulgar mais as práticas
O mel da abelha nativa sem ferrão, jandaíra tem preço elevado no mercado, não apenas pela qualidade, usos medicinais, mas pelo e manejo, exigências da própria espécie, que tem preferência pelas flores de determinadas plantas nativas ( FOTO: EDUARDO QUEIROZ )
Damiana conta que, além de alimentar bem a família, não faltam clientes para o consumo de sua produção ( FOTO: EDUARDO QUEIROZ )
A apicultura é o carro-chefe da produção do Sítio Lírio

Apuiarés. Se existe uma atividade econômica na zona rural que convive com as oscilações climáticas do Semiárido brasileiro é a produção de mel de abelha. São muitos exemplos pelo sertão e, mesmo com a redução da produtividade em cinco anos de seca, o lucro é garantido porque há demanda e valorização. Em Lagoa das Pedras, município de Apuiarés, no Norte do Estado do Ceará, Everardo Alves, 35 vive hoje exclusivamente da meliponicultura (criação de abelha sem ferrão) e apicultura (criação de abelhas com ferrão), direta ou indiretamente. Ele conta que foi introduzido na atividade em meados de 2005. Antes trabalhava na roça tradicional de sequeiro (aquela que depende da chuva), onde produzia principalmente milho e feijão, e também criava ovinos.

Conservação

Importante destacar que a atividade tem no combate ao desmatamento uma das estratégias de desenvolvimento. Hoje Everardo possui 60 caixas na apicultura e 40 na meliponicultura. No ano passado, o valor do litro do mel da abelha-europeia (Apis mellifera) era R$ 15 e da jandaíra (Melipona subnitida duke) era R$ 100. Com a seca e a redução na produção, hoje o valor é, respectivamente, R$ 25 e R$ 150. O projeto de vida de Everardo é a produção exclusiva do mel de jandaíra, cuja qualidade, usos medicinais e manejo, pelas exigências da própria espécie, que tem preferência pelas flores de determinadas plantas nativas, elevam o seu valor no mercado.

O produtor lembra que a propriedade, de 31 hectares, foi inteiramente desmatada pelo seu avô. "Ele brocou tudo", resume. Mas, depois de 15 anos sem que ele ou o seu pai reproduzissem o costume, afirma que a vegetação vem se regenerando naturalmente. E garante que nem precisou replantar nada.

Everardo conta que cursos do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra), em Itapipoca; e da Agência de Desenvolvimento Local (Adel), em Pentecoste, foram os maiores incentivadores para a proteção da natureza e do solo.

Estratégias

Para garantir uma boa produtividade, Everardo destaca a importância do uso de equipamentos adequados. Outro importante "pulo do gato" foi o aprendizado de como alimentar as abelhas no período da seca para mantê-las nas caixas, produzindo. Para isso, ele as alimenta utilizando o mel não comercial diluído em água que distribui em tampinhas dentro das caixas. "Isso deixa o enxame forte no verão", garante. Neste ano, por exemplo, as árvores que as jandaíras mais gostam praticamente não floresceram. "Dos cinco anos de seca, o pior foi este". Com o ano fraco, tem se sustentado principalmente de palestras e projetos, mas nem pensa em desistir.

Everardo explica que não é necessário uma grande chuva para o produtor de mel. Se tiver seca verde, que é quando chove, a vegetação fica verde, mas não é suficiente para o desenvolvimento das plantações, já basta. "Num ano mais ou menos dá para tirar o investimento e lucrar. É um dos roçados melhores que tem", destaca.

Um dos aspectos da atividade que Everardo achava difícil, que era chegar aos empresários, também foi superado por meio, principalmente, da participação em eventos, como o Seminário Nordestino de Pecuária (PecNordeste). "Eles ficaram sabendo que não usamos agrotóxico por aqui e se interessaram", conta.

"Aprender a lidar com isso sem conhecer nada foi difícil, mas meu sonho é aprender e ser pesquisador e professor na área para ter a honra de ensinar a quem vier depois", afirma Everardo, que hoje participa de associação que tem convênio com um grupo de pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a sua meta é, daqui a cinco anos, começar a exportar. (MC)

Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

Comente
  • Blogger Comment using Blogger
  • Facebook Comment using Facebook

Nenhum comentário :



Entretenimento

[Entretenimento][grids]

Saúde

[Saúde][bsummary]

Negócios

[Negócios][twocolumns]

Esportes

[Esportes][threecolumns]