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Moro já foi derrotado pelos fatos da Vaza Jato e não tem mais como continuar no ministério

O acordo editorial entre a Folha de S. Paulo e o The Intercept Brasil se tornou a bala de prata contra a linha argumentativa adotada pelo ministro Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato.

Na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Moro repetiu a exaustão as palavras sensacionalismo e sensacionalista (exatas 34 vezes) para desacreditar as reportagens do The Intercept. Ao mesmo tempo afirmou que elas haviam sido hackeadas de forma criminosa e questionou a autenticidade das mesmas.


O ex-juiz repetiu que elas poderiam ter sido adulteradas pelos “criminosos”.

Ao mesmo tempo a rede morista e bolsonarista propagou por aplicativos a versão de uma grande armação que teria começado com a venda do mandato de Jean Wyllys para David Miranda, marido do editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald. Uma história que passava por Putin, os donos do Telegram e, claro, pelo PT. Que teria mandado Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann, entre outras maluquices, para um encontro na Rússia, onde toda a operação teria sido sacramentada.


Mas uma simples busca por nomes de repórteres da Folha que haviam trocado mensagens com procuradores e com Moro, quando ele era juiz, jogou toda a teoria da conspiração para o lixo da história.

As mensagens eram iguais a dos celulares dos repórteres. Ou seja, nada havia sido adulterado.


E se outras pessoas que trocaram mensagens com procuradores e o juiz Moro também aceitarem fazer a prova dos nove, o resultado provavelmente será igual.

Ou seja, Moro perdeu sua linha de defesa.


Além disso, com a entrada da Folha de S. Paulo na cobertura da Vaza Jato a investigação ganha mais musculatura. O The Intercept deve ter, se muito, de 15 a 20 repórteres. A Folha, se considerarmos o UOL, uns 200 a 300.

O pequeno pedaço de madeira que havia sobrado no meio da tsunami para Moro se agarrar se quebrou.


Significa que ele cai amanhã? Não. Mas que a partir de agora e enquanto estiver no cargo a única coisa que lhe restará a fazer é dar explicações acerca dos vazamentos.

Até que um áudio venha à tona com sua voz fina e irritante revelando algo mais grave. Porque há coisas mais graves nas conversas que estão em processo de checagem.

Moro não se aguentará por muito tempo, mesmo porque não interessa a Bolsonaro que seu funcionário se salve. O presidente da República só está esperando o melhor momento para agir.

Por enquanto, pareceria traição. E Moro ainda tem algum capital político. O despejo do cargo se dará quando ele estiver fraco, sem condições para qualquer tipo de reação.

Bolsonaro fará de um jeito para que não sobrem mágoas da base que adora Moro. Por ter sido ele quem prendeu Lula.

É questão de tempo. Como foi a queda de Eduardo Cunha, o fim trágico de Temer e mesmo a prisão de Lula.

Quem acompanhava aquelas histórias de olhos abertos sabia qual seria o fim de cada uma.

A história já está recuperando Lula. Quanto a Moro, ele já era. E seu fim será andar disfarçado. De capuz e óculos escuros pelas ruas frias de Curitiba. Ou se refugiar em Miami, o que faria mais sentido.

Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

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