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Delator diz que Aécio recebeu propina de 3% por obras da Cidade Administrativa



O ex-executivo da Odebrecht Sérgio Neves, um dos ex-dirigentes da empreiteira que fecharam acordo de delação premiada, afirmou em depoimento que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, recebeu propina de 3% sobre o valor das obras da Cidade Administrativa, em Minas Gerais.

O complexo, em Belo Horizonte, funciona como sede do governo de Minas. Os prédios foram construídos quando Aécio Neves era governador.

O G1 procurou a assessoria de Aécio e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Nesta terça-feira (11), após o STF abrir inquérito para investigar o presidente do PSDB, a assessoria do tucano divulgou a seguinte nota:

"O senador Aécio Neves considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, iniciativa solicitada por ele ao ministro Edson Fachin na semana passada, e considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta."

Sérgio Neves e Benedicto Júnior, outro delator da Odebrecht na Lava Jato, relataram ao Ministério Público que, em 2007, quando deu início ao segundo mandato como governador de Minas, Aécio Neves organizou um esquema para fraudar a licitação para as obras da Cidade Administrativa.

O esquema, segundo os delatores, envolvia a formação de um cartel de empreiteiras. Eles disseram, ainda, que a Odebrecht teria repassado aproximadamente R$ 5,2 milhões em propina ao tucano.

"Os referidos colaboradores apontam, por meio de declaração e prova documental, que, no início de 2007, o senador Aécio Neves da Cunha, recém-empossado para o segundo mandato de governador do estado de Minas Gerais, teria organizado esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de um cartel de empreiteiras, na construção da "Cidade Administrativa" (ou "Centro Administrativo") de Minas Gerais, com o escopo último de obter propinas decorrentes do pagamentos de obras", diz trecho do inquérito aberto para apurar o envolvimento de Aécio Neves no caso.

Inquéritos no STF

No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal 83 pedidos de inquérito para investigar políticos citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht.

O relator da Lava Jato no STF, Luiz Edson Fachin, mandou abrir 76 inquéritos para investigar, ao todo, 8 ministros do governo Michel Temer; 24 senadores, 39 deputados; e 3 governadores.

Aécio Neves é um dos políticos alvos dos inquéritos autorizados pelo Supremo e, ao todo, o senador do PSDB é citado em cinco desses inquéritos.

G1
Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

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