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Reféns, tiros e explosão na 28ª ação contra bancos no Ceará

FOTO: MAURI MELO

Agência do Banco do Brasil ficou destruída e chamou a atenção dos moradores da cidade

Da zona rural, no breu do começo de madrugada, José Anastácio Gomes acordou com o estrondo. A casa tremeu, o pedreiro lembra. Distante de onde ele mora, lá no centro da Pentecoste, uma quadrilha dinamitou a única agência do Banco do Brasil do município, no Vale do Curu.


A ação fez o Ceará chegar ao 28º ataque a banco do ano. É a primeira centena de dias mais violenta para clientes e funcionários de instituições financeiras dos últimos cinco anos. Média de um caso a cada 3,6 dias. Em 2011, a média para o mesmo período foi de uma ação a cada 16 dias.


O ano de 2012 também tem o começo de abril com o maior número de ocorrências desde 2008. Foram sete nos primeiros dez dias. Ano passado, duas notificações constaram na primeira dezena do mês.


A cada ano, as estatísticas de ações contra bancos aumentam. Para chegar a elas, O POVO considera relatórios do Sindicato dos Bancários (Seeb) e do banco de dados do jornal.


Os 28 ataques contabilizados até agora representam 60% dos 46 ocorridos em 2011 e 82% dos 34 confirmados em 2010. Neste ano, 21 ocorreram no Interior e sete na Capital.


Em fevereiro último, o comandante geral da PM, coronel Werisleik Pontes Matias, disse ao O POVO que a prisão das quadrilhas responsáveis por essa onda de terror era “questão de dias”. Em março, a promessa voltou a ser feita pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).


“O cenário é preocupante! Reconhecemos avanços, mas é preciso muito mais efetivo policial, treinamento, estrutura e relações institucionais nas esferas de Estado para, com inteligência, desbaratar a formação das quadrilhas. Mas os bancos também estão fazendo economia em detrimento da proteção do povo. Estão apostando na ilegalidade. Isso não é aceitável”, reclama o presidente do Seeb, Carlos Eduardo Bezerra.


Em Pentecoste, estima-se que 15 homens agiram. O grupo entrou no Hospital Regional Vale do Curu, vizinho à agência, e fez reféns antes de seguir para o destacamento policial e metralhar uma viatura. Foi a maneira de encurralar os PMs e ganhar tempo para a fuga após o assalto.


O cofre do banco foi explodido por bananas de dinamites. A quantia levada não foi revelada. Antes de fugirem, os assaltantes libertaram os três reféns. Conforme a Polícia, eles seguiram em direção a Fortaleza.

Um dos quatro carros usados pelos bandidos no escape foi incendiado na estrada que liga Pentecoste à BR-222. Eles deixaram o veículo atravessado na pista de rolamento para impedir a passagem da Polícia.


O 4° Batalhão de Canindé e um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) foram acionados. A Coordenadoria de Inteligência da SSPDS também entrou no caso. Até à noite de ontem, contudo, ainda não havia pistas do paradeiro da quadrilha.

ENTENDA A NOTÍCIA

A falta de segurança nos bancos e nas ruas do Interior são apontadas por sindicato e especialista em violência como causas dos recorrentes ataques. Se tendência persistir, 2012 fechará com quase 100 ocorrências.



Saiba mais


O POVO considera ataque a banco as ocorrências de assalto (e tentativa) arrombamento (e tentativa) furto (e tentativa). O Sindicato contabiliza também saidinhas e chegadinhas bancárias, além de ataques a carros fortes e assaltos/furtos de malotes.



Em 2008, foram 6 ações contra bancos (sendo quatro de 1º de janeiro a 10/4 e nenhuma em abril (primeira dezena)). O Interior registrou quatro casos, enquanto a Capital teve dois.


Em 2009, foram 19 ataques a bancos (sendo 9 de 1º de janeiro a 10/4 e uma em abril (primeira dezena)). Interior: 16; capital: três.


Em 2010, foram 34 ações contra bancos (sendo 6 de 1º de janeiro a 10/4 e nenhuma em abril (primeira dezena)). Interior: 29; capital: 5.


Em 2011, foram 46 ataques a bancos (sendo seis de 1º de janeiro a 10/4 e duas em abril (primeira dezena)). Interior: 33; capital: 13.


Em 2012, foram 28 ataques a bancos até 10/4 (sete apenas em abril) Interior: 21; capital: sete.


O POVO tentou ouvir a SSPDS, mas não conseguiu contato com os delegados responsáveis pela investigação dos casos.



Serviço


O relatório do Sindicato dos Bancários sobre ataques a bancos pode ser acessado no site oficial da entidade.http://bit.ly/zSiPp2




Landry PedrosaENVIADO A PENTECOSTE


landry@opovo.com.br
Fonte: O Povo
Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

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